
“Pré-Temporada (06/1 a 15/1)”
Pois é… Agora vem a pergunta que não quer calar:
Falar o que dum calendário futebolístico, que em pleno século XXI, na falsamente dita “terra do futebol”, reserva 10 dias corridos - dez fantásticos dias corridos - para a pré-temporada? Nesse período, nem o dedinho do pé direito entra em forma e se entrosa com seus companheiros de pé.
Campeonatos estaduais: essas competições fantásticas, em pleno ano de Copa do Mundo, conservaram todas as absurdas 23 datas. Preciosas datas, que serão gastas para levar os clubes do nada a lugar nenhum. Alguns clubes - 8, talvez 12 - receberão boas cotas pelos direitos de transmissão de seus jogos. Os demais, bom, deixa pra lá. Se alguém quer saber o porquê dessas competições serem imexíveis, basta conhecer o regulamento eleitoral da CBF. Está tudo ali. As 23 sagradas datas estão intimamente relacionadas à estrutura de poder do futebol brasileiro. A manutenção delas garante os cartolas federativos nos estados e estes, por sua vez, garantem as reeleições infinitas do presidente da CBF.
No mais, será um ano atípico.
A Copa do Mundo interromperá os campeonatos no Brasil e na América do Sul entre 6 de junho e 7 de julho, o Brasileiro da Série A, e entre 19 de maio e 28 de julho a Copa Libertadores de America. Isso significa que os clubes que tiverem jogadores convocados para suas seleções nacionais não serão prejudicados na Libertadores. Exatamente o oposto, entretanto, ocorrerá com os times brasileiros que tiverem jogadores trabalhando fora, a serviço do selecionado nacional.
A normalidade, entretanto, voltará uma vez finda a Copa do Mundo. Como o tempo é inelástico, os jogos do BR serão concentrados. Teremos 31 rodadas entre 14 de julho e 5 de dezembro. Deixará de ser um campeonato de futebol para ser uma competição de resistência. De permeio, 4 datas FIFA, 4 jogos do time da CBF - sim, time da CBF, uma vez que a Copa será passado, assim como a eliminatória; ah, é, o Brasil não disputará eliminatória, pois a Copa próxima será aqui - e tudo como dantes no quartel de Abrantes. Os clubes cederão jogadores, os times serão prejudicados, um ou outro treinador vai reclamar, nenhum dirigente vai se meter a besta de reclamar, é claro, e vamos que vamos. Ou melhor, vamuquivamu, porque nem gastar português com isso vale a pena.
Em tempo: repararam que somente a “pré-temporada” e os estaduais não foram mexidos? Uma boa prova da importância que ambos possuem.
Uma mudança de verdade no nosso calendário dependeria de uma mudança no calendário da América Latina.
ResponderExcluirSem essa mudança, que considero utópica, o jeito que está é o melhor. Levando em conta que para os times que ambicionam grandes títulos, os estaduais são a pré-temporada.
Só falta os caras acabarem com os pontos corridos do brasileirão. Seria muito justo o Vitória meter 2x0 no Palmeiras no primeiro jogo do mata-mata "das finais".
ResponderExcluirO pior é parar a Libertadores: e o Timão jogar as finais só em agosto.
ResponderExcluirGentil, tá saudade dos mata-matas?
ResponderExcluircuidado que se acabarem com os pontos corridos o SPFW volta a ser o amarelão das decisões.
Amarelão? Nós só somos o maior campeão brasileiro da Libertadores e dos Mundiais! Quer mais mata-mata que isso?
ResponderExcluirNão, não, Gentilzão. O SPFW teve um lapso de "amarelinho" (ou menos amarelão) só em 2005, que foi uma ilha no meio de rotundos fracassos em mata-matas. Antes e depois disso, não fossem os pontos corridos, o tricolor estaria mais ou menos como a Lusa...
ResponderExcluiro jogador tricolor cansou de levar chuva de pipoca no treinos... e a torcida gritando "pipoqueiros".
ResponderExcluirO São Paulo tem 6 Brasileiros. 3 em Mata-matas e 3 em pontos corridos. Me parece aque nos demos bem nos dois sistemas...
ResponderExcluirIsso que o Coke reportou aconteceu quando o São Paulo tinha o melhor elenco do Brasil e não ganhou nenhum título. Infelizmente, não adiantou ter Julio Batista, Kaka e Luis Fabiano quando o técnico era o Oswaldo de Oliveira.
Guto, o único lapso que teve em 2005 foi o da justiça, quando ocorreu o campeonato brasileiro mais roubado de todos os tempos. O resto foi normal.
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